VOCÊ SABIA?


Milagre Eucarístico: Lanciano - Itália


A Carne é carne verdadeira. O Sangue é sangue verdadeiro.


Este milagre eucarístico ocorreu na cidade de Lanciano, na Itália, sua autenticidade foi comprovada através de exames científicos, e que certifica por testemunho solene que a Igreja Católica Apostólica Romana é autêntica, fundada pelo próprio Jesus que derramou todo o seu sangue até a morte de cruz.

Na pequena Igreja de S. Legonziano, pela dúvida que teve um monge da Ordem Basiliana sobre o verdadeira presença do Cristo na Eucaristia. Durante a celebração da Santa Missa, depois da Consagração, a hóstia transformou-se milagrosamente e converteu-se em Carne Viva e o vinho tornou-se Sangue Vivo, aglutinado em cinco glóbulos irregulares e de diversas formas e tamanhos, isso há aproximadamente treze séculos.

Uma comissão de estudos de 1971 presidida pelo professor Dr. Odoardo Linoli da Universidade de Sena constatou que a carne e o sangue contém glóbulos vermelhos e brancos ainda vivos; a carne e o sangue são do mesmo grupo sanguíneo, isto AB, muito comum entre os judeus, e constatou que é o mesmo sangue do Santo Sudário. Após este estudo não restou mais dúvida, a carne e o sangue conservados ainda hoje na cidade de Lanciano, são verdadeiramente Carne e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quiseram, em nossos dias, verificar a autenticidade do milagre, e 18 de novembro de 1970, os Frades Menores Conventuais que têm a seu cuidado a igreja do Milagre decidiram, com a autorização de Roma, a confiar a um grupo de peritos a análise científica daquelas relíquias, datadas de doze séculos. As pesquisas foram feitas em laboratório, com estrito rigor, pelos professores Linoli e Bertelli, este último da Universidade de Siena. A 4 de março de 1971, estes cientistas davam suas conclusões, que em inúmeras revistas de ciência, do mundo inteiro divulgaram em seguida.

Ei-las:

"A Carne é verdadeiramente carne. O Sangue é verdadeiro sangue. Um e outro são carne e sangue humanos. A carne e o sangue são do mesmo grupo sangüíneo (AB). A carne e o sangue são de uma pessoa VIVA. O diagrama deste sangue corresponde a de um sangue humano que tenha sido retirado de um corpo humano NAQUELE DIA MESMO. A Carne é constituída de tecido muscular do CORAÇÃO (miocárdio). A conservação destas relíquias, deixadas em estado natural durante séculos e expostas à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos, permanece um fenômeno extraordinário".

Fica-se estupefato diante de tais conclusões, que manifestam de maneira evidente e precisa a autenticidade deste milagre eucarístico. Antes mesmo de as darem a conhecer de modo oficial, os peritos, no fim de sua analises, enviaram aos Padres Franciscanos de Lanciano o seguinte telegrama: " Et Verbum caro factum est" (E "o Verbo se fez carne.") Telegrama este, que é um ato de fé.

Outro detalhe inexplicável: pesando-se as pedrinhas de sangue coagulado (e todos são de tamanhos diferentes) cada uma delas tem exatamente o mesmo peso das cinco pedrinhas juntas! Deus parece brincar com o peso normal dos objetos.

Ostensório artístico de Prata, onde fica guardado o corpo e o sangue nossos sacrários mantêm entre nós a realidade da Encarnação: "O Verbo se fez carne e habitou entre nós..."

Esta presença real da carne de Cristo (é uma carne viva, unida à alma e a divindade do Verbo, pois Jesus esta hoje ressuscitado) é admiravelmente manifestada pelo milagre de Lanciano. Um milagre que dura 12 séculos e que a ciência acaba de examinar, e diante do qual, ela teve que se inclinar.

Sim, um milagre, e bem destinado ao nosso tempo de incredulidade. Pois, como diz São Paulo, os milagres são feitos não para aqueles que crêem, mas para os que não crêem.


A Hóstia-Carne, como se pode ver muito bem hoje em dia, tem o mesmo tamanho da hóstia maior usada na Igreja latina, é de cor levemente escura e torna-se rósea em transparência. O Sangue é coagulado, de côr pálida tendente ao amarelo-ôcre. A Carne fica guardada, após 1713, num artístico ostensório de prata, elegantemente cinzelado, da escola napolitana. O Sangue fica dentro de uma rica e antiga âmbula em cristal de rocha. Os frades Menores Conventuais guardam o Milagre desde 1252, por vontade de Landulfo, bispo da vila de Chieti, e bula pontifícia de 12 de Maio de 1252. Os monges da Ordem de São Basílio guardaram o Milagre até 1176 e os Beneditinos até 1252. Em 1258 os Franciscanos construíram o santuário atual, que foi transformado em 1700 de românico-gótico em barroco.

O "Milagre" foi colocado antes numa Capela ao lado do altar maior e depois, desde 1636, num altar lateral da Nave, onde ainda se conserva a antiga custódia de ferro lavrado e a epígrafe comemorativa. Desde 1902 o Milagre está custodiado no segundo tabernáculo do altar monumental, erigido pelo povo de Lanciano no centro do presbitério. Após várias inspeções efetuada pela Igreja a partir de 1574, um exame científico foi efetuado em 1970-71 e outra vez em 1981 pelo Professor Odoardo Linoli, catedrático de Anatomia e Histologia Patológica e Química e Microscopia Clínica, Coadjuvado pelo Professor Ruggero Bertelli, da Universidade de Siena. 


Os resultados das análises, efetuadas de forma rigorosamente científica e documentada por uma série de fotografias ao microscópio, são os seguintes:

· A Carne é carne verdadeira. O Sangue é sangue verdadeiro. A Carne e o Sangue pertencem à espécie humana. A Carne é um CORAÇÃO completo na sua estrutura essencial. A Carne contém, em seção, o miocárdio, o endocárdio, o nervo vago, no considarável espessor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo.
· A Carne e o Sangue pertencem ao mesmo grupo sanguíneo: AB. As proteínas observadas no Sangue encontram-se normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do sangue vivo normal. Encontram-se no sangue o seguintes elementos: Cloreto, Fósforo, Magnésio, Potássio, Sódio e Cálcio. A preservação da Carne e o do Sangue milagrosos, deixados ao estado natural durante doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos, e biológicos constitue um Fenômeno Extraordinário.

Jesus o prometeu: "Eis que estou convosco até a consumação dos séculos. Sim, até o fim do mundo. Ele, o Verbo tornado Carne, desce em nossa carne e nos fez viver de sua vida eterna e gloriosa...

Fontes: 

https://formacao.cancaonova.com/diversos/milagre-eucaristicode-lanciano-italia/

https://soucatequista.com.br/milagre-eucaristico-de-lanciano.html



Sacramentos online? 

Entenda porque Não

É possível se confessar por telefone? Como não posso viajar, é possível ser padrinho acompanhando o batismo pelo skype? Qual a possibilidade do matrimônio online? Estes foram alguns dos questionamentos surgidos neste período de igrejas fechadas devido à pandemia. Mas, a internet pode servir para muitas coisas, mas não para administrar Sacramentos, que precisam de matéria, forma e ministro.

Vatican News

A pandemia de Covid-19 provocou, entre outras coisas, o fechamento de locais de culto e a proibição de aglomerações, com o consequente impedimento aos fiéis de se aproximarem dos Sacramentos, e em muitos lugares, de participar dos funerais de seus entes queridos. Muitas chaves de leitura, iniciativas e encorajamentos foram oferecidas para ajudar a superar esse momento.

Não faltaram questionamentos, por exemplo, sobre o porquê não fazer confissões por telefone, ou mesmo casamentos e batizados online. Padre Alexandre Boratti Favretto, doutorando em Teologia Dogmática na Pontifícia Gregoriana, em Roma, nos ajuda a entender quais são as condições necessárias para um Sacramento se realizar:

"Se a gente pega os Sacramentos, em geral, os sete Sacramentos como são estabelecidos pela Igreja, eles têm três coisas essenciais: a primeira delas, a matéria, a segunda a forma e a terceira é o ministro e a intenção do ministro. E o que isso significa? Primeiro: matéria. A matéria é o símbolo palpável, concreto, utilizado no Sacramento. Então, um exemplo: no Batismo. Qual que é a matéria? A água, a luz, o óleo. Na Eucaristia, o pão e o vinho; na Confissão há a benção; no Matrimônio, a benção nupcial, o consentimento, a aliança mais propriamente dizendo. Então a matéria é essa perspectiva sensível, a gente chama, do Sacramento. Sensível por quê? Porque você pode tocar, você pode ver, você tem contato material, um contato sensível, que você pode sentir, essa é a matéria. Então todo Sacramento tem isso. E com isso você já vai imaginando um pouco assim: a virtualidade dessa matéria não é possível de acontecer. Então já aqui a gente vê que já começou dificultando a realização virtual de um Sacramento, uma vez que ele exige matéria, ele exige o aspecto sensível, coisa que pelo computador é impossível. Então já aqui, a rigor, está respondida a pergunta, mas vamos continuar, porque dá para a gente aprofundar isso aqui. Então assim, pelo virtual não há o aspecto sensível, material que é essencial para o Sacramento. Então, matéria.

Forma

Segundo aspecto, a forma. O que é a forma? É a palavra, são os ritos, são as leituras, são as orações, o que é dito. Então na oração você tem na Missa, no Sacramento da Eucaristia a Oração Eucarística, as fórmulas sacramentais. No Sacramento do Matrimônio, você também tem todo o rito, as orações, a liturgia da Palavra. Batismo, a mesma coisa. Então a forma é a palavra, o que é dito, o que é falado, o que é celebrado, a partir dessa verba, da palavra dita e celebrada.

O ministro e a intenção do ministro

E o terceiro aspecto que é o ministro, que é a intenção do ministro. O que envolve isso? A presença do ministro ordenado, do sacerdote, e a intenção dele de realizar o Sacramento em nome da igreja. Ou seja, o ministro não vai realizar algo que é da cabeça dele, mas ele vai realizar algo que é próprio da Igreja, então ele está agindo na pessoa do Cristo, in Persona Christi, para realizar algo que é próprio da fé da Igreja e como a Igreja determinou. Alguém pode dizer assim: "Mas às vezes não é só o padre que faz um casamento, pode ser um diácono, alguém delegado, o mesmo com o batismo". Isso é verdade. Existem alguns Sacramentos nos quais isso é possível, inclusive são esses dois: o batismo e o matrimônio, mas que só são possíveis através de uma delegação do ordinário, que é o bispo. Quer dizer, a pessoa vai ali realizar aquele Sacramento, mas ela está agindo delegado pelo bispo, pelo padre, nesses dois que existe a possibilidade, e a pessoa delegada significa presença daquele próprio que a delegou.

Então, de qualquer forma a presença do ministro continua sendo necessária, seja ministro ordenado, o padre, seja nesses casos em que é possível um leigo ou um diácono realizar o Sacramento que é o batismo e até um matrimônio a partir de uma delegação, mas precisa dele, de alguém ali, não pode ser feito sem, ou virtualmente. Não, tem que ser a presença ali e agindo sempre com a intenção de fazer aquilo que a Igreja faz e acredita.

Então essas três essencialidades de um Sacramento, já testemunham contra a possibilidade virtual da celebração sacramental, porque exige matéria, forma, ministro e intenção do ministro, como eu acabei de explicar.

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Confissão

E aí nós vamos, para continuar aqui a reflexão no seguinte - com relação sobretudo à confissão, podemos dar um foco nisso, porque a demanda deve estar sendo grande - a questão da confissão. Até aqui entendido que para um Sacramento não é possível devido a essas exigências sacramentais a realização virtual, porque precisa de matéria, forma e ministro. Como proceder?

Contrição perfeita

Aí o Papa, o Santo Padre o Papa, já nos deu a oportunidade de retomarmos algo que é próprio do Catecismo da Igreja Católica, que está previsto pela doutrina católica. E o que é isso? A chamada contrição perfeita, que pode ser realizada nas denominadas situações de exceção. Ou seja, a pessoa precisa se confessar, ela tem um pecado em que ela precisa se confessar, não tem a possibilidade de realizar o Sacramento. Qual é a solução prevista pelo Catecismo da Igreja Católica? A contrição perfeita, que perdoa o pecado e devolve para a pessoa denominada graça santificante. Vou destrinchar isso, mas é importante saber desse contexto. Então existe essa possibilidade prevista pela doutrina da Igreja: contrição perfeita em situação de exceção, ou seja, quando não é possível recorrer ao Sacramento. Em geral, antes dessa pandemia, se pensava nessa situação de exceção em situações absolutamente graves, quer dizer, está afundando um navio, está caindo um avião, e a gente ultimamente começou a ver que, a pandemia também é uma situação de exceção, nós não estamos tendo acesso aos Sacramentos, por uma questão de preservação de vida e de saúde.

Então o Papa nos recorda dessa possibilidade. É possível, pelo Catecismo, pela doutrina, e o Papa já disse que é para fazer. Aonde a gente encontra isso? A contrição perfeita está no Catecismo da Igreja Católica, números 1451 até 1454. E esses números estão em um conjunto maior de números, sobre os Sacramentos da Igreja, onde você pode encontrar de uma forma destrinchada - e isso também que eu falei sobre as três essencialidades do Sacramento - e que estão no Catecismo da Igreja Católica nos números 1420 a 1532. Então esse esse conjunto maior, de todos os Sacramentos, e afunilando aqui na contrição perfeita, referente a essa situação de exceção, e repito aqui a numeração da contrição perfeita: 1451 a 1454. Tudo bem, então não podemos recorrer à confissão, existe a possibilidade da contrição perfeita.

O que é isso? Como ela acontece? O que que é preciso, o que ela gera? Contrição perfeita: se existe uma contrição perfeita é porque também existe uma contrição imperfeita, é possível. O que é isso? A contrição perfeita, quando ela ocorre? Quando existe no pecador um desejo autêntico de arrependimento, mas que vem porque a pessoa se deu conta de que ofendeu a Deus, e como a gente reza lá no Ato de Contrição: "Senhor eu me arrependo de todo coração por vos ter ofendido, porque sois tão bom e amável". Então o motivo da contrição perfeita, é esse. É você arrepender-se porque você ofendeu a Deus, infinitamente bom, justo e digno de ser amado sobre todas as coisas, ou seja, tem qualquer coisa aqui de gratuito, você ofendeu o amor de Deus, e você sente culpa, se arrependeu e precisa do perdão. Então essa é a contrição perfeita, porque é um motivo autêntico, um motivo livre, um motivo bonito. Contrição perfeita é isso: machuquei o coração de Deus que é tão bom, preciso pedir perdão.

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Contrição imperfeita

O que é uma contrição imperfeita? É o risco que a gente cai muitas vezes, de achar que deve correr para se confessar, por medo. "Ah, se eu morro antes de me confessar? Aí sim não sei o quê... aí vai cair um castigo sobre mim!" Essa não é uma contrição perfeita. Essa é a contrição imperfeita, porque o que faz você buscar o perdão, não é porque você se arrependeu, ou porque você tomou consciência de que foi contra o amor divino, é porque você tem medo, por você mesmo, é um sentimento egoísta. Aí sim, isso também precisa de conversão.

Portanto, se existe essa gana de busca do Sacramento, porque eu tenho medo, ou então - até é uma coisa grave que eu estou pensando aqui, para quem insiste na questão de abrir igreja, de confissão, com tudo isso aí que tá acontecendo - de repente é até uma desconfiança da extensão da misericórdia de Deus que não conhece limites. De repente a pessoa desconfia de que Deus possa perdoar através da contrição perfeita e entende o Sacramento como magia, então portanto aqui já tem um pecado também que não é assim que se resolve. Aqui nós já temos algo também a ser trabalhado dentro da pessoa: se ela vê o Sacramento como magia e se tem medo e desconfia da Misericórdia Divina. Aqui encaixa na contrição imperfeita. Então nesse caso, não é a Igreja que tem que abrir a confissão virtual. É a pessoa que tem que conhecer a sua Igreja e tem que mudar o seu pensamento. Não é a Igreja se adaptar a ela, mas é a pessoa se adaptar ao ensinamento da Igreja da qual ela faz parte.

Então, portanto, resumindo aqui: contrição imperfeita nasce do medo, de um desejo egoísta: "Eu preciso me confessar, de qualquer forma, de qualquer jeito, porque tenho medo de morrer em pecado" e desconfia da Misericórdia. Contrição perfeita: "Desagradei a Deus, estou em pecado, mas vou diante d'Ele dizer o que eu fiz, e Ele vai me dar o perdão nessa situação em que eu estou. Como eu disse, situação de exceção. Se fosse uma situação normal, a gente pode fazer a contrição perfeita e depois buscar a confissão, quando possível, no dia-a-dia. Agora, nessa situação de pandemia, faça a contrição perfeita e quando possível, lá na frente, busque a confissão, mas já garanta o perdão e a misericórdia de Deus, o que é possível.

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Arrependimento e sentimento de culpa

Outra coisa interessante o que é preciso para uma contrição perfeita. Primeira coisa: arrependimento e culpa de todos os pecados veniais e mortais. Então a contrição perfeita num caso de excessão, ela também perdoa os pecados mortais? Sim, e é preciso um arrependimento perfeito e um sentimento de culpa. E aqui eu quero abrir um parênteses com um grande, talvez o maior teólogo do século XX,Karl Rahner, que viveu até 1984, tem inúmeras obras escritas, tem obras escritas em conjunto com Ratzinger, participou do Concílio, é um teólogo que dispensa apresentações. Karl Rahner, alemão. ERahner tem um uma reflexão, em um dos livros, sobre o sentimento de culpabilidade, que ele diz que é um sentimento essencial, porque a pessoa quando sente culpa, é quando ela toma consciência de que o que ela fez foi errado e pecaminoso diante de Deus. A partir da consciência do erro e do pecado, essa consciência gera um sentimento: culpa! E o sentimento de culpabilidade, faz com que ela busque o perdão e com que ela não venha mais a cometer o mesmo erro. Portanto, para Runner, o sentimento de culpa e a consciência do pecado faz buscar o perdão e crescer na fé, porque você não repete mais aquele pecado mortal ou venial que seja.

Então primeiro ponto: arrependimento e sentimento de culpa.

A fé por base, crer na Misericórdia Infinita de Deus

Segundo ponto: o que é preciso para você fazer a sua a contrição perfeita? É preciso ter por base a fé, ter por base a fé e alguma verdade de fé, como no caso a Misericórdia Infinita de Deus. Como eu já disse, se você desconfia da Misericórdia, vai ser difícil realizar a contrição perfeita. Mas aí o problema não é institucional, é pessoal, porque a Igreja ensina que a Misericórdia de Deus não conhece limites.

Exemplo bíblico: 1 Timóteo 2, 4: "O desejo Divino de Deus de salvar a todos em Cristo." Então Deus, Ele quer a todos salvar, não conhece restrições nos caminhos. E somado a isso, Gaudium et Spes 22 "Deus salva por caminhos que só Ele conhece". Então, ter por base a fé. E aqui se tem um texto bíblico e um texto do Magistério, somando essa mesma concepção: a Misericórdia de Deus não conhece limites. E dois exemplos que a gente pode pegar na Bíblia, um deles Pedro, quando chora porque traiu Jesus. Quer dizer: culpa, consciência, arrependimento, perdão. A pecadora que lavou os pés de Jesus com as lágrimas: culpa, arrependimento, reconhecimento, conversão, perdão.

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A intenção

E o terceiro ponto do que é preciso, a intenção, a intenção perfeita do que? Afastar-se do mal, não voltar a repetir o pecado, e voltar-se para Deus.

Então o que que é preciso para a contrição ser perfeita? - repetindo e sintetizando - arrependimento e culpa, ter base na fé - no caso, de que a Misericórdia de Deus é infinita -, e o terceiro ponto, intenção: afastar-se do mal, voltar-se para Deus.

Efeitos da contrição perfeita

Quais são os efeitos da contrição perfeita? Perdão imediato dos pecados, perdão imediato dos pecados. E com isso, consequentemente, como está aí no Catecismo, a retomada da denominada graça santificante. Isso aqui é bom ser entendido, quer dizer, não é que a pessoa fica sempre privada da graça quando peca. A graça ela é infinita, e graça é graça. No entanto, São Tomás de Aquino distinguiu, para estudo, compreensão, vários tipos de graça. E aqui tem uma lógica, quer dizer, se você peca e permanece no pecado, insistindo em pecar, você se distancia do caminho de santificação. Então diz: olha você perdeu aí a graça santificante. Agora, quando você se arrepende, faz o caminho de conversão, retorna para Deus, e diz e "não quero mais pecar", sentiu culpa, conversão, perdão, você então retoma a denominada graça santificante, ou seja, volta para o caminho de santificação, que é o objetivo máximo de nós cristãos.

Inclusive aqui um parênteses: nós no Ocidente teológico chamamos de santificação. No Oriente eles chamam de divinização. Ó que que bonito! E não porque vai ser Deus, mas por que você vai ser, além de imagem, semelhança Divina. A pessoa que passou por tudo isso então, retoma a graça santificante e está livre de qualquer medo de perdição eterna, seja o que for.

Então esse é um pouco o caminho que nós estamos fazendo hoje, nesse tempo de pandemia, o que é possível fazer, a segurança que a Igreja nos dá. E pensando no bem comum, não é preciso mais nada além disso. Inclusive isso já é bastante difícil de fazer. E se o povo se apegar a isso, fizer e depois com a retomada da rotina sacramental, não vai ter problema nenhum, inclusive acho que vai ter amadurecimento de fé."

FONTE:

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-05/sacramentos-online-pandemia-coronavirus.html