Nossa Senhora de Fátima

13/05/2020

Como começou a história de Nossa Senhora de Fátima

O mês de Maio é muito especial para nós e, junto com ele, surge em nossa mente o verso de uma música que, talvez, você nem se lembre de como aprendeu a cantar. "A treze de maio na cova da Iria, no céu aparece a Virgem Maria. Ave, Ave, Ave Maria..."

Em maio de 1917, o Papa Bento XV, em meio a Primeira Guerra Mundial, convocou todos os católicos para se unirem em oração e pedirem a Nossa Senhora que intercedesse na guerra e trouxesse paz para aquele momento. Foi a partir daí que começa a história de Nossa Senhora de Fátima.

Oito dias após a convocação do Papa, em resposta as orações, Nossa Senhora faz sua primeira aparição, num pequeno povoado, no interior de Portugal, a três pequenos pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Trazendo com Ela uma mensagem que, ao mesmo tempo grandiosa, se revelava de maneira simples, onde, por designo de Deus, três crianças humildes, desprovidas de toda riqueza e conhecimento humano, são escolhidas para revelar uma mensagem que mudaria todo o rumo da humanidade.

Cento e três anos após a sua primeira aparição, a pergunta que fica é a seguinte: Por que a insistência de Nossa Senhora com a consagração da Rússia?

Nossa Senhora prometeu que a Rússia se converteria e um período de paz seria dado à humanidade, se ela fosse consagrada ao seu Imaculado Coração, bem como a prática dos cincos primeiros sábados de reparação. Do contrário, a Rússia espalharia os seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja. A Rainha do Céu ainda acrescentou: "Os bons serão martirizados, o Santo Padre terá muito que sofrer, várias nações serão aniquiladas. O Santo Padre consagrar-me-á a Rússia, que se converterá, e será concedido ao mundo algum tempo de paz. Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará." O Papa São João Paulo II, é claro, confiou o mundo ao Imaculado Coração em 1984, mas nós ainda estamos a esperar por esse período de paz.

Em um século onde surgiu a ideologia Nazista e os regimes ditatoriais Comunistas, nunca se viu tantas guerras, tantos massacres e tantos martírios. Em meio a tudo isso, um inimigo ainda muito presente e que ganha força a passos largos, ficou oculto na cabeça das pessoas por bastante tempo: o aborto. Mas o que tudo isso tem a ver com a Rússia? Para respondermos essa pergunta, temos que voltar na Revolução Russa, em 1917, mesmo ano da aparição.

A Revolução Russa foi um período de conflitos e eventos políticos que levou ao poder o partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin. Lênin, comunista e fortemente ateu, foi uma das principais figuras na luta em favor do aborto no século XX. Defendendo a descriminalização desde 1913, Lenin implementou o aborto no país três anos após a aparição, em 1920, fazendo da Rússia o primeiro país do mundo a permitir o assassinato de crianças em todas as circunstâncias. Assim como a Rússia espalhou ideologias socialistas - comunistas pelo mundo, ela também ajudou a popularizar ao longo do século XX, a terrível idéia de legalizar o aborto, motivando uma onda de adesões por todo o planeta.

Propagando a falsa idéia de igualdade de gênero e direito das mulheres, baseado na terrível filosofia do marxista Friedrich Engels, o verdadeiro propósito de Vladimir Lênin era de que a família, que representava a origem do poder na sociedade burguesa, deveria ser destruída, pois impede os planos da revolução socialista. Além disso, com o aborto facilitado, mais mulheres estariam disponíveis como força de trabalho, deixando, assim, de serem "propriedades de seus maridos" para serem propriedades do Governo.

Espalhando seus erros por todo o mundo, como a invenção da terrível máquina de sucção, utilizada em abortos tardios até hoje, a Rússia se tornou o país com a maior taxa de aborto per capita do mundo: com uma população de 143 milhões, há 1,2 milhões de abortos por ano, produzindo um verdadeiro holocausto silencioso.

Em tempos onde a infância é dessacralizada e profanada, Deus quis nos ensinar através desses três pequeninos, para revelar uma verdade que, mesmo após cento e três anos da sua revelação, deve permanecer latente em nosso coração. Mas a pergunta que fica é a seguinte: para que?

Em Fátima, Nossa Senhora ensina um caminho, não somente para os pastorinhos, mas para todos nós católicos, de como enfrentarmos de frente o grande mal que tomaria conta dos tempos seguintes. Dessa forma, de que maneira devemos enfrentar o aborto? Com manifestações mirabolantes? Atos públicos extraordinário? Não! Mas com penitência, oração, sacrifício e atos em reparação ao Imaculado Coração de Maria e em desagravo ao Sagrado Coração de Jesus.

Portanto, façamos diferente esse ano. Vigilantes aos passos dados por esse mau, aproveitemos, especialmente durante o período da Ressurreição, o Tempo Pascal, para implementar essas práticas em nossas vidas. Que unidos pelo Santo Rosário a promessa da Rainha de Fátima, possamos transformar, não somente o nosso interior, mas todo o mundo, fazendo cair por terra toda ideologia satânica, que atente contra a vida e os valores cristãos, defendido, heroicamente, há dois mil anos, pela Santa Igreja Católica. Para que, no final, sejamos capazes de fazer o Imaculado Coração de Maria triunfar, por primeiro, em nós e, por consequência, em todo o mundo.

Imaculado Coração de Maria, Trono de Deus, salvai-nos!

Fabio Feijóo - Missionário Eis o Cordeiro de Deus