
Desde criança sentia dores de cabeça frequentes, que na época não cessavam com analgésicos comuns. Na adolescência as dores continuavam, mas apesar de serem mais intensas, foram diagnosticadas como algo normal da idade.
Sempre frequentei assiduamente a Igreja Católica, onde fui batizada. Fiz 1ª comunhão, me crismei, participei de vários encontros de jovens, fiz COR e me casei. Infelizmente meu marido me abandonou, foi viver com outra pessoa e meu casamento só durou 2 anos e 7 meses. Foi uma fase difícil. Através de encontros na Igreja, de várias vigílias e muita oração, consegui encontrar a fortaleza para ficar de pé e manter a minha fé. Ouvia todos os dias o padre Marcelo Rossi e fui me encantando pela Renovação Carismática Católica.
Depois de 5 anos separada (em 2003), reencontrei um colega que conhecia há alguns anos. Neste dia ele recebeu a notícia que seu filho mais velho havia sido assassinado e, solidária à sua dor, fiquei confortando-o e falando de Deus para ele naquele momento difícil. Começamos a ter um relacionamento e hoje vivo com ele em 2ª união. Ele era alcoólatra e estava envolvido com espiritismo. Quando começamos a nos envolver as minhas dores de cabeça voltaram, porém de forma mais intensa.
Como as dores não passavam, procurei verificar a causa. Fui a vários médicos: clínicos-gerais, neurologistas, neurocirurgiões, psiquiatras... fiz diversos exames: ressonâncias, tomografias e a resposta era sempre a mesma: você não tem nada. Porém, a dor de cabeça não passava, ao contrário, aumentava ao longo do tempo. Nas minhas crises a dor me atormentava por dias seguidos.
Em 2008, como as dores não passavam e surgiram vômitos, fui à clínica São José em busca de ajuda. Permaneci internada por 4 dias. Devido ao quadro de dores agudas, desconfiaram de meningite, mas o exame deu negativo. Depois de vários outros exames, como não descobriram o diagnóstico e as dores não cessavam, me transferiram para a clínica São Gonçalo, onde novos exames foram feitos e repetidos. Permaneci mais 3 dias internada e ao final me deram alta, pois não sabiam mais o que fazer e não descobriram a causa das dores.
Assim que tive alta, sem aguentar de tanta dor, pedi ao meu esposo que me levasse ao Hospital Santa Lúcia, onde dois médicos amigos nossos clinicavam, na esperança de que eles pudessem me ajudar. Depois que viram os exames e ouviram meu relato sem saber o que eu tinha, vendo o meu desespero e minha dor me aplicaram morfina e me mandaram para casa.
No dia seguinte, pela manhã, passado o efeito da morfina, a dor era intensa ao ponto de eu bater a cabeça na parede. Foi quando pedi à minha mãe que me levasse a algum lugar católico para ser orada. Ela se lembrou que havia uma casa de oração católica em São Gonçalo. Imediatamente, ela ligou para o meu esposo e pediu que ele me buscasse para irmos juntos até lá.
Ao chegar na casa de oração Nossa Senhora das Dores, relatei minha história e fui orada imediatamente. Durante a oração senti a presença de muitos anjos cantando e tive uma sensação muito boa. Ao acabar a oração eu não sentia mais nenhuma dor, fui completamente curada e desde então nunca mais tive nenhuma crise de dor de cabeça.
Devido ao meu testemunho de cura das dores de cabeça, os meus amigos médicos que acompanharam todo o meu sofrimento e viram meu caso clínico inexplicável, impressionados com a minha cura, foram conhecer a casa de missão Nossa Senhora das Dores e o trabalho da comunidade Eis o Cordeiro de Deus, estão frequentando um grupo de oração e ainda levaram parentes para serem orados também na casa de missão.
Depois dessa experiência de cura, eu, meu esposo e minha mãe continuamos acompanhando de perto os eventos da comunidade. Estivemos inclusive no dia 23/07 na sede da comunidade para a missa comemorativa dos 10 anos. Conto tudo isso para agradecer à comunidade Eis o Cordeiro de Deus por seu trabalho junto ao povo de Deus. O dom da palavra, a sabedoria com que falam aqueles que nos recebem e que nos oram na casa de missão, confortando nosso coração, fazendo com que saiamos dali aliviados de toda tristeza, de toda angústia, nos dando esperança para seguir em frente, nos mostrando o caminho certo é algo que vem de Deus!
Publicado no jornal Comunicando em agosto de 2010
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