logo comunidade

Creio na vida eterna

Publicado no jornal Comunicando em dezembro de 2011


Jesus e os santos no céu

A morte para o cristão é o encontro com Cristo face a face para a entrada na vida eterna. É o fim do tempo concedido por Deus para aceitar ou rejeitar a sua graça manifestada em Jesus Cristo. Ao morrer, cada homem recebe em sua alma imortal a retribuição eterna a partir de um juízo particular que põe sua vida em referência a Jesus Cristo, de onde a alma segue ou para um período de purificação no purgatório ou para a felicidade eterna no céu ou para a condenação eterna no inferno.


Os que morrem na graça de Deus e perfeitamente purificados viverão para sempre com Cristo e serão semelhantes a Deus, pois o verão tal como Ele é. O céu consiste na comunhão de vida e amor com a Santíssima Trindade, com a Virgem Maria, com os anjos e todos os santos. É a realização plena das aspirações mais profundas do homem, o estado de felicidade suprema e definitiva. É a comunidade bem aventurada de todos que estão totalmente unidos a Cristo e têm a posse plena dos frutos da redenção operada por Ele, que associa sua glorificação a todos que acreditaram n'Ele e permaneceram fiéis à sua vontade. “Na glória do céu, os bem-aventurados continuam a cumprir com alegria a vontade de Deus, em relação aos outros homens e a toda a criação. Eles já reinam com Cristo. Com Ele 'reinarão pelos séculos dos séculos'” (CIC 1029).


As pessoas que morrem na graça e amizade de Deus, mas não totalmente purificados passam por uma purificação após a morte para poderem entrar na alegria do céu, embora já estejam seguras de sua salvação eterna. Esta purificação final é chamada pela Igreja de “purgatório”. Estas almas não podem fazer nada para diminuir suas penas, por isso a oração por elas é considerada uma obra de misericórdia para que este período seja abreviado.


Aqueles que durante sua vida escolhem não amar a Deus e pecam gravemente contra Ele, contra si mesmo ou contra o próximo, caso morram em pecado mortal sem arrependimento ou sem confiança na misericórdia de Deus permanecerão separados d'Ele para sempre. Este estado de autoexclusão definitiva da comunhão com Deus é designado pela palavra “inferno”. De acordo com a doutrina da Igreja, as almas que morrem em estado de pecado mortal descem aos infernos, onde sofrerão eternamente suas penas. A principal é a separação eterna de Deus, única fonte de vida e a felicidade para as quais o homem foi criado e a que aspira.


Deus não predestina ninguém para o inferno e para que alguém seja nele precipitado é necessário que a pessoa negue voluntariamente a Deus agindo de forma consciente contra seus mandamentos e que não se arrependa de fazê-lo. Os ensinamentos a respeito do inferno não devem ser vistos como ameaça, mas como um apelo no sentido de alertar aos homens à responsabilidade com que devem usar a sua liberdade tendo em vista o destino eterno. É um apelo urgente à conversão e à vigilância, pois não se sabe o dia e a hora da própria morte.


Após o juízo final, o Reino de Deus chegará à sua plenitude, os justos reinarão para sempre com Cristo glorificados em corpo e alma e todo universo será perfeitamente restaurado. A esta renovação a Sagrada Escritura chama de “novos céus e nova terra”, onde se realizará definitivamente o desígnio divino de reunir sob o reinado de Cristo tudo que há nos céus e na terra. Esta consumação será a realização final da unidade do gênero humano desejada por Deus desde a criação. Os que estiverem unidos a Cristo formarão a comunidade dos resgatados e já não mais serão atingidos pelos pecados e manchas que destroem e ferem a comunidade terrena dos homens. Deus se manifestará aos eleitos de modo inesgotável e será a fonte inacabável da paz e da mútua comunhão.



Aluisio Peixoto, consagrado



Veja também os outros artigos sobre o Credo



Início > Artigos > Na vida eterna

Comunidade de Aliança e Vida Eis o Cordeiro de Deus - Travessa Azamor de Perni, 261 Fonseca - Niterói - RJ

Tel.: 2625-3378 - e-mail: eisocordeiro@gmail.com