
Publicado no jornal Comunicando em janeiro de 2011

Antes do início da vida pública de Jesus, João Batista começou a pregar às margens do Rio Jordão convidando o povo ao arrependimento para a remissão dos pecados. Ao perceber que as pessoas pensavam que ele poderia ser o Messias esperado pelos israelitas declarou: “Eu vos batizo com água, mas eis que vem outro mais poderoso que eu, a quem não sou digno de desatar a correia das sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo” (Lc 3, 16).
Originalmente, a palavra “batizar” significava “mergulhar, submergir”. Sempre que alguém mergulha fica completamente molhado, repleto de água ou de algum outro líquido. O profeta anuncia que Jesus viria batizar no Espírito Santo, ou seja, encher, plenificar a vida dos homens da presença do Espírito Santo. Mais tarde, o próprio Cristo incentiva seus discípulos a orarem pedindo o Espírito Santo: “E eu vos digo: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abri-se-vos-á. Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem” (Lc 11, 9.13).
Ao se despedir de seus apóstolos, durante a última ceia, Jesus afirmou que enviaria o “Paráclito”, o “Espírito da Verdade”, que lhes ensinaria toda a verdade. E desde o dia de Pentecostes este mesmo Espírito assiste e conduz a Igreja fundada por Jesus Cristo, manifestando o poder de Deus e direcionando os caminhos que seus membros devem seguir.
Mas para que a ação do Espírito Santo seja mais eficaz é necessário abrirmo-nos às suas inspirações. Como Jesus disse, é preciso orar e pedir ao Pai celestial este
batismo no Espírito Santo, desejar que Ele entre em nossas vidas e nos transforme em pessoas novas. São Paulo nos exorta na carta aos Tessalonicenses: “Vivei sempre
contentes. Orai sem cessar. Em todas as circunstâncias, dai graças, porque esta é a vosso respeito a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não extingais o Espírito”
(I Ts 5, 16-19).

Que neste início de ano façamos o propósito de viver na alegria do Espírito, em oração constante e louvor perene para cumprirmos a vontade de Deus como propõe São Paulo. Que não extingamos o Espírito, mas que o clamemos, o invoquemos, o peçamos insistentemente a cada dia deste novo ano para que nos batize, nos encharque, nos plenifique com a sua presença. Que nossos atos, pensamentos e palavras sejam moldados na fôrma do Espírito e que estejamos abertos às suas moções e prontos para dar os passos que Ele nos pedir. Que totalmente entregues à sua vontade e ação sejamos promotores de transformações em nossas vidas e nas vidas de outras pessoas. Que nossa oração neste ano de 2011 seja como a do salmista: “Enviai o vosso Espírito, Senhor, e renovai a face da Terra” (Sl 103, 30).
Aluisio Peixoto, consagrado
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