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E em Jesus Cristo, seu Único Filho, Nosso Senhor

Publicado no jornal Comunicando em fevereiro de 2011


Cristo ReiDando continuidade à sequência de artigos sobre a profissão de fé católica, falaremos sobre a segunda pessoa da Santíssima Trindade: Jesus Cristo. "Quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho ao mundo, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei , a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção" (Gl 4, 4-5).

O nome de Jesus - Jesus em hebraico significa "Deus salva". Este foi o nome revelado pelo anjo Gabriel no momento da anunciação e exprime ao mesmo tempo a identidade e a missão do Cristo. Apenas Deus tem o poder de perdoar os pecados e realiza este desígnio por meio de seu Filho eterno feito homem. Na história da salvação Deus não apenas libertou Israel da escravidão no Egito, mas também libertou os homens de seus pecados. Como o pecado é uma ofensa feita a Deus, somente Ele pode conceder o perdão. Portanto a salvação só pode ser encontrada na invocação do Nome do Deus Redentor. O nome "Jesus" significa que o próprio Deus está presente na pessoa do seu Filho, feito homem para a redenção universal e definitiva dos pecados.

O Cristo - A palavra "Cristo" vem da tradução grega do termo hebraico "Messias", que significa "ungido". Em Israel eram ungidos em nome de Deus os que lhe eram consagrados para uma missão vinda d'Ele, como reis, sacerdotes e alguns profetas. Este deveria ser por excelência o caso do Messias que Deus enviaria para instaurar definitivamente seu Reino, que realizaria a esperança messiânica de Israel na tríplice função de sacerdote, profeta e rei. Jesus aceitou este título com reservas, pois alguns de seus contemporâneos o entendiam segundo uma concepção demasia-damente humana e política, quando na realidade possui um sentido muito mais amplo, daquele que foi ungido por Deus para trazer a salvação à humanidade.

O Filho Único de Deus - No Antigo Testamento a expressão "Filho de Deus" indica uma filiação adotiva, que estabelece uma relação de intimidade especial entre Deus e algumas de suas criaturas. Quando Pedro confessa Jesus como "o Filho do Deus vivo", ele vai além desta concepção, pois o próprio Cristo lhe diz que esta revelação não se deu por vias humanas, mas pela ação do "Pai que está nos Céus" (Mt 16, 17). Antes Jesus já havia se definido como "o Filho que conhece o Pai", ao afirmar que "ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo" (Mt 11, 27). Na conversa que teve com Nicodemos, Jesus refere-se a si mesmo como o Filho único de Deus ao dizer-lhe que "de tal modo Deus amou o mundo que lhe deu seu Filho único para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna" (Jo 3, 16).

O nosso Senhor - Após lavar os pés dos apóstolos na última ceia, Jesus lhes dirige a palavra e deixa clara sua condição diante deles: "Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque eu o sou" (Jo 13, 13). Nos Evangelhos muitas pessoas dirigem-se a Jesus com este título, que exprime o respeito e a confiança dos que se achegam a Ele e esperam ajuda e cura. Tomé, ao tocar as chagas do ressuscitado o utiliza como uma expressão de adoração ao exclamar: "Meu Senhor e meu Deus" (Jo 20, 28). Já na primeira pregação que Pedro faz após o grande acontecimento de Pentecostes ele declara: "Que toda casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo" (At 2, 36).


Aluisio Peixoto, consagrado



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