
Publicado no jornal Comunicando em janeiro de 2012
Amados leitores, conforme encontramos no Evangelho de São Mateus, capítulo 22, versículo 37, o próprio Jesus vem nos ensinar o grande mandamento: “Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu espírito”. Foi assim que Jesus resumiu os deveres de cada ser humano para com Deus. E Ele disse mais: “Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto” (cf Mt 4, 10). Este é o primeiro mandamento.
O Senhor nos criou à sua imagem e semelhança. Por isso, temos a vocação de manifestar Deus, agindo em conformidade com Seu amor. Quando se fala de Deus, refere-se a um ser constante, fiel, perfeitamente justo. Isso nos leva a aceitar suas palavras, ter n'Ele uma fé e confiança plenas. Irmãos, nosso Deus é todo poderoso, clemente, infinitamente inclinado a fazer o bem. Quem deixaria de pôr n'Ele todas as suas esperanças? Quem deixaria de amá-lo? Basta conhecer e contemplar os tesouros de bondade e de ternura que Ele derramou sobre nós. Deus criou o céu, a terra, o mar, deixou tudo separado e viu que era bom. Produziu as plantas, organizou o dia e a noite. Nosso amado Deus criou os animais, viu que era bom e os abençoou, e então Ele disse: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança...” (cf. Gn 1, 26). Deus criou o homem e a mulher e os abençoou para cuidar de toda criação.
Muitas pessoas não conhecem a Deus. Isso explica toda desobediência ao primeiro mandamento e todos os desvios morais. Nosso dever é crer nele e dar testemunho dele. Por ainda não conhecerem as maravilhas que Deus fez, é que encontramos pessoas com dúvidas sobre a fé, incrédulas, sem esperança, completamente desesperadas. Não conseguem responder à caridade divina. O primeiro mandamento nos ordena que amemos a Deus acima de tudo e acima de todas as criaturas.
Deus não se afasta de nós. Ele não nos trai. Somos nós que nos afastamos de Deus quando o traímos através do pecado, prestando honra a outros deuses, agindo com superstição, desconfiando da divina providência, buscando a tantas formas de adivinhação, evocação dos mortos ou outras práticas com as quais erroneamente se supõe “descobrir” o futuro. A consulta aos horóscopos, a astrologia, a quiromancia, a interpretação de presságios e da sorte, os fenômenos de visão e o recurso a médiuns escondem uma vontade de adquirir poder sobre o tempo, sobre a história e sobre os homens, ao mesmo tempo que um desejo de ganhar para si os poderes ocultos. Irmãos, essas práticas contradizem a honra e o respeito que, unidos ao amoroso temor, devemos exclusivamente a Deus.
Além disso, muitos irmãos não percebem a união íntima e vital que os cristãos têm com Deus, ou a rejeitam, caracterizando o ateísmo como um problema gravíssimo do nosso tempo. Gostaria de dizer que o nosso Criador, por misericórdia, enviou seu Filho Amado para nos salvar, morrendo na cruz para o perdão de nossos pecados e, além do mais, Ele envia o Espírito Santo para nos conduzir e santificar.
Todo aquele que ama a Deus procura uma intimidade com Ele através da oração e da adoração. A oração é uma condição indispensável para poder obedecer aos mandamentos de Deus. É o momento em que falamos com Deus de nossas necessidades e podemos escutá-lo. É na adoração que fazemos a experiência de Maria e José, a experiência dos primeiros cristãos, ficamos diante do próprio Deus e podemos amá-lo, exaltá-lo, no respeito, e sermos amados por Ele, o único que nos liberta de nos fecharmos em nós mesmos, da escravidão do pecado e da idolatria do mundo.
Anderson Souza, membro da comunidade Eis o Cordeiro de Deus
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